A Praça

As vezes vou aquela praça
onde costumávamos virar a noite
bebendo e gargalhando da vida
Noites lindas e eu sabia que seriam eternas
pelo menos em minhas lembranças
A marca daqueles cigarros que tanto me angustiavam
Ora não sabia se os gostava, ora os odiava por completo
Ainda assim, sinto o calor quente de sentimentos múltiplos
Que suas vozes me deixavam
Sento no banco em frente ao poste
Fecho os olhos e imagino-vos sentados ao meu lado
Contando piadas chatas e dançando suas músicas favoritas
Era temporário, eu sei
A vida me ensinou muito cedo sobre os prazos.

Priscila Trindade

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