7 anos se passaram depois que demos um suspiro de alívio por concluir o ensino médio, mas também 7 anos que demos o primeiro suspiro de saudade de uma época que foi tão mágica em nossa vida.
Lembra como tudo parecia tão novo e divertido? Parecia que estavamos desbravando o mundo como Cristovão Colomobo fez na América. Nós tinhamos forças para tudo e qualquer coisa, ninguém nos segurava pra trás. Não rir por uma manhã era motivo de séria preocupação, afinal a gente mal se olhava e já começava a rir de algo que só a gente entendia, que loucura, hein? Subir, descer, dar a volta no colégio, era algo tão divertido quanto fazer uma viagem para outro estado, por exemplo.
Nós tinhamos tao pouco com o que se preocupar, será que iriamos passar naquela matéria cabulosa chamada Matemática? Ou será que iriamos ficar mais uma semaninha fazendo aquilo que parecia ser o fim do mundo mas hoje não significa quase nada: recuperação? Gosto de olhar pra trás e lembrar como a vida era simples e feliz. Gastar horas e horas no telefone era nossa atividade extra-classe, "sai desse telefone pelo amor de Deus" era o que meu pai me dizia todo dia, acho que ele não entendia como a gente passava a manhã toda juntas e ainda tinha mais coisas pra conversar quando chegava em casa, lógico, ninguém ta dentro de uma amizade para saber.
E os planos? Nossa, a gente adorava fazer planos, quando nos formar iremos fazer isso, aquilo, e então sete anos passou e eu não sei se conseguimos seguir algum desses planos de verdade, acho que não, né? A vida é uma caixinha de surpresas, nunca sabemos o que vai acontecer no amanhã, a escola da vida ensina de outra forma. Eu não acho mais que posso desbravar o mundo como Cristovão Colombo, até porque odeio andar de barco, mas ainda acredito numa pessoa que sonha sem medir forças.
A vida se tornou um quebra-cabeça e a cada peça encontrada é uma nova vitória. Isso é a vida, algo que a gente ainda não conhecia de forma tão ampla; sofrer e amar; sorrir e chorar; chegadas e partidas, e assim... talvez um dia poderemos olhar pra trás e realmente apontar: Essa foi a minha vida. Mas tudo tem um começo, e começou lá atrás, quando apenas nos dizíamos: vamos ser amigas para sempre, o contato pode diminuir mas vamos sempre querer saber como a outra está. Um dia se não estiver bem, pode contar comigo, se estiver bem também. Em meio a tantas coisas acontecendo, me pergunto se você deu certo nos seus planos e sonhos, talvez daqui a sete anos você possa me dizer alguma coisa também.
De uma lembrança.